O papel do advogado em conciliações

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Em nosso momento social, há pouca tolerância nas relações interpessoais. Diante disso, surgem conflitos de diversas naturezas, onde há pouco diálogo e desinteresse na resolução amigável. Tal fato pode ser claramente visualizado ao analisar a quantidade de demandas judiciais que são levadas à apreciação do Poder Judiciário. Contudo, desde a entrada em vigor do Código de Processo Civil e da Lei de Mediação, estimula-se a utilização de meios alternativos para a resolução de conflitos. Essas são entendidas como a arbitragem, a mediação e a negociação.
Tais práticas acarretam na diminuição da litigiosidade dos processos, uma vez que os procuradores optam por meios de solucionar pacificamente as demandas judiciais ao invés de serem inflexíveis em suas teses. Mas, para que a prática se torne a principal opção entre os novos advogados, é necessário que as graduações em Direito trabalhem de forma mais intensa o tema. Atualmente, o foco do ensino nas universidades é voltado para a atuação litigiosa, o que deixa de lado a preparação dos futuros profissionais para a gestão das negociações e mediações. O que reforça a importância da conciliação no mercado, é a percepção dos clientes em relação às vantagens de defender seus interesses ao invés de seus direitos.
Em determinados casos, esquivar-se das consequências indesejadas de um processo litigioso, que representa desgaste emocional e, em muitas vezes, alto custo financeiro, e aderir aos “benefícios” da conciliação é o melhor caminho. Para que esse caminho seja encontrado, o advogado é figura essencial. Será entre os profissionais que defendem as partes que a possibilidade de conciliação será levantada e, posteriormente, efetivada. Caso haja dificuldade no consenso, um mediador, neutro, poderá ajudar na condução à uma solução. Na mediação, o papel do advogado é importante porque não irá defender o seu cliente para o mediador, mas prestará uma assessoria para que a solução seja encontrada.
Com o foco na conciliação, o operador de direito pode mudar o panorama atual do Judiciário brasileiro. Ações que incentivam a prática podem ser vistas nas semanas de conciliação, organizadas pelo mundo inteiro, inclusive, no Brasil. O profissional de direito deve ser um aliado de ambas as partes para chegar na melhor alternativa do processo e possibilitar uma justiça mais rápida e mais efetiva para cliente e profissional.
Por Matheus Paludo – Advogado do escritório Xavier Advogados – 21/05/2019
Fonte: Jornal do Comércio
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21 de maio de 2019 |

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